21/11/2009

Arquitetura pedagógica


Estou perdendo as noites de sono por uma boa causa, vou dizer: tenho que elaborar uma arquitetura pedagógica! Não se preocupem, não estou elaborando um prédio ou arquitetando uma casa com novo designer, ou melhor, acho que estou. Não é uma casa construída com tijolos e cimento tampouco madeiras, mas sim ressignificando uma casa chamada educação. Essa tal de arquiteutra pedagógica funde o cérebro de qualquer um, pois tiramos aquele cimento velho, janelas emperradas, vidros sujos e damos lugar ao novo que nos assusta e abre novos caminhos desconhecidos. Se estamos falando em construir o conhecimento junto, posso afirmar que são esses diferentes andares que nos possibilita construir junto com o nosso educando o conhecimento.
Quantas vezes já estamos lá no início do ano letivo com o planejamento do ano todo pronto, será que isso é construir o conhecimento???
Muito me perguntei sobre frases célebres de nós professores como: construir o conhecimento, aprendendo com o educando,prática dialógica, entre outras pérolas. Frases essas que se distanciavam tanto das práticas...
Acredito e muito nessa arquitetura que acopla teoria explicitada, sistematização metodológica e práticas criativas, pois os alunos são instigados através da curiosidade a ir além daquele mero objetivo proposto.

15/11/2009

Feira do livro
Ontem fui a Feira do Livro de Porto Alegre.
Impressionante o que um lugar provoca nas pessoas que entram embaixo daquela cobertura, uma sensação “de querer ficar mais inteligente” (acho que seria uma expressão adequada) com uma estrutura voltada ao ato da leitura e a compra de livros.
Livros de diversos valores para todos os bolsos com um repertório enorme de temas, assuntos, polêmicas, ilustrações, palestras, oficinas, conferências, inclusive tinha até uns poemas comestíveis. Quem elaborou esta fabulosa idéia de vincular o patrono do livro Carlos Urbim às pessoas que circulavam na Feira de forma tão prazerosa deve estar felicíssima. Pena que não havia cartazes informando o motivo dos poemas comestíveis. Fui também ao Fórum das bibliotecas que acontece mensalmente e quem estava lá? Carlos Urbim! Escutando a fala do autor e sua contação de história sobre a Biblió e a Teca duas traças de biblioteca, como elas surgiram, a origem do nome, enfim o contexto da história me transmitiu uma vontade enorme de entrar na biblioteca da escola onde trabalho e contar para os alunos tudo o que eu aprendera em 1 hora de oficina. Interessante como a forma de falar das pessoas nos motiva ou des!

11/11/2009

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Escrever,escrever,escrever,escrever,escrever,escrever,escrever,escrever,escccccccccccccrrrrrrrrreeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeevvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvverrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr!!!!! Preciso escreeeeeeeeeeeeeveeeeeeeeeeerrrrrrrrrrrr no blog!!!!!
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08/11/2009

Desabafo


Li o desabafo escrito por Verônica Dutenkefer e pensando sobre, escrevi:

Lendo o "desabafo" visualizei muitas cenas do cotidiano escolar (infelizmente)!
Dois dias atrás um aluno da minha escola foi dirigido pela guarda municipal ao conselho tutelar pois agredira com extrema violência um outro aluno.
Anteriormente já havíamos comunicado o conselho através de relatos, telefonemas, atas, enfim todos meios cabíveis. Te pergunto o que o conselho fez????? A resposta já sabes!
Mas, acredito nos professores e digo mais se não fossemos nós a humanidade estaria perdida! A frase que mais escutamos dos pais é: não sei mais o que fazer com meu filho! Entrelinhas, entendemos: o problema é do professor, ele que se vire, que gaste dinheiro com cursos, faculdades, leituras! Enquanto isso a fábrica de crianças trabalha incansavelmente produzimos mais crianças. Digo com firmeza sem temor: FÁBRICA DE CRIANÇAS. O pais produzem filhos, filhos, filhos e mais filhos. Os filhos produzem netos e mais netos. Como dizemos em Alvorada: as famílias adotam as escolas! Entendo que fizemos parte de uma estrutura defasada politicamente, porém confesso que nós professores também estamos acomodados, não no sentido de aulas diferenciadas, dar conta do conteúdo... falo no sentido de nos unirmos e reinvindicarmos assistencialismo, políticas educacionais que realmente atendam a demanda escolar. Enquanto nós ficarmos tapando o sol com a peneira certamente o caos nas salas de aula chegará ao nível extremo, com professores cada vez mais ingerindo medicamentos psiquiátricos, licença saúde homéricas. Enquanto o professor tiver que atuar como psicólogo, mães, pais, médicos... a escola deixará de atender seu principal objetivo: mediar o processo de aprendizagem do aluno.
Deveríamos nos negar de realizar tantos papéis, pois afinal de contas "não temos formação para isso", não é mesmo!?

Escrevi este relato espondendo ao questionamento através do e-mail da colega Tatiani

05/11/2009

Primeira série!

Fui alfabetizada no sistema tradicional!
Em 1987, ingressei na 1° série, com 7 anos de idade. O processo de alfabetização se constituiu a partir da silabação: BA – BE – BI – BO – BU.
Quem é daquela época se lembra!
Os exercícios se alicerçavam na cópia constante e incessante do quadro (aí de quem não copiasse), preenchimento de linhas (nossa!)
Em 1994, no auge do construtivismo, minha irmã entra na 1ª série. Fiquei horrorizada ao ver correções que a professora realizara no caderno da Daisy, tudo certo! Escrevia BA e dizia que era bola, e o que aparecia ao lado da escrita da minha irmã???? Um sinal de certo bem grande!
Fiquei indignada com a professora da minha irmã e acreditava que a burrice pairava nas aulas. Como dar certo numa palavra errada???
Imagine! Ciúmes de irmã mais velha acoplado com o não conhecimento da psicogênese da língua escrita! Verdadeiro CAOS INTERNO!
Em 2008, minha filha é matriculada numa escola ciclada da rede municipal de Porto Alegre. As atividades que a Luise realiza nas aulas que freqüenta, permeiam e tem como fio condutor a alfabetização através da ludicidade.


VOLTO

03/11/2009

Vista esta pele!

Estou agora assistindo ao filme: Jonas, o menino selvagem e coincidentemente participei da oficina sobre Diversidade Cultural promovido pelo Espaço Diversidade da cidade de Alvorada com a professora Liliane que inicialmente perguntou quem se percebia como racista, obviamente a resposta da grande maioria dos participantes foi...adivinhe...mais uma chance...tá bom ,vou escrever: o Brasil é racista, mas eu não! Tenho até uns amigos negrinhos.
Que loucura... o Brasil é racista e as pessoas que responderam não são, oras! Onde estão as pessoas que constituem o Brasil????
No decorrer da oficina outra pergunta veio a tona: quem gostaria de trocar de pele com uma pessoa negra???
Os ouvintes se olharam e depois de alguns segundos pensando (sabe aqueles segundos que baixa um vazio no pensamento? foi o que aconteceu!)
Bom, vou realizar um link entre a oficina e o filme: se tivesse uma varinha mágica que pudesse trocar de lugar com o menino do filme, Jonas, com certeza não conseguiria adaptar-me aos moldes da sociedade.
Fiquei imaginando qual seria o pensamento do menino em relação às tentativas de adequá-lo, ou melhor, o que ele realmente esperava da situação em seu torno, será que ele desejara participar da estrutura que lhe era apresentada??? Muitas dúvidas pairaram e estão pairando.
Fiquei imaginando também o sentimento de frustração das pessoas envolvidas no processo civilizatório do menino, o quão sofrimento também houve pelo fato do paciente não responder aos propósitos. Uma criança como Jonas com o histórico cultural impregnado nos seus aspectos cotidianos desconstruir e construir é um longo, longo, lonnnnggggggggoooooooo processo!